Riqueza Natural

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Jornalista desabafa sobre agressão em bloco no sábado no Rio.





Em rede social ele expõe foto dos hematomas.
Segundo ele, confusão ocorreu na Praça Mauá, na Zona Portuária.


Em desabafo numa rede social feito na noite de domingo (14), o jornalista Bernardo Tabak expõe foto de seus hematomas e dá a sua versão sobre a confusão ocorrida na madrugada de sábado (13), na Praça Mauá, na Zona Portuária do Rio, entre guardas municipais e foliões do Tecnobloco. Mesmo sem autorização da prefeitura, o bloco desfilou de madrugada pelas ruas do Centro. 
De acordo com Tabak, as agressões ocorreram quando os foliões já estavam se dispersando, por volta das 5h. O caso foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá).
O jornalista conta que apanhou quando filmava com seu celular a agressão a uma mulher. Ele identificou os guardas agressores como Souza e Gomez e diz que foi algemado e levado para a delegacia. Tabak acusa ainda os guardas de tentarem destruir seu celular. 
O jornalista afirma que, na delegacia, os guardas informaram que foram chamados para conter a depredação do mobiliário urbano e que ele foi preso por desacato.
Não presenciei o começo do tumulto. Estava no meio da praça. Mas vi de longe uns guardas batendo em gente gratuitamente, indiscriminadamente, que tentavam simplesmente se desvencilhar da confusão. Afirmo: não vi qualquer depredação durante todo o desfile, não vi pichações e não vi ninguém lançando garrafas contra a GM-Rio (nem em nenhum dos vários vídeos que já assisti até agora). 

Revoltado, recorri ao melhor instrumento de denúncia que aprendi a usar nestes 15 anos como jornalista: informação e divulgação. Foi demais para eles”, contou o jornalista.
Ele reclama que, no registro policial, os guardas municipais informaram que usaram “força moderada” para contê-lo, quando as marcas em seu corpo mostram que houve violência. E conclui seu texto pedindo providências para a apuração dos fatos pela Guarda Municipal e pelo prefeito Eduardo Paes.
"Finalizo este manifesto solicitando providências e profunda apuração dos fatos ao presidente da Guarda Municipal do Rio, Rodrigo Fernandes, e à autoridade maior da cidade, prefeito Eduardo Paes, que já encontrei em tantas coberturas, inclusive numa entrega da chave da cidade ao Rei Momo, com sorrisos, abrindo nosso carnaval.

O legítimo carnaval de rua não merece estas manchas roxas, senhor prefeito. Mas, mesmo doendo, isso não vai me impedir de vestir minha fantasia e fazer a festa", diz o texto.

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