Riqueza Natural

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Mãe ri após matar bebê com cocaína; especialista explica comportamento





Psiquiatra Geraldo Ballone diz que jovem perdeu critérios 'éticos e morais'. 
Naiara Fernanda Bezerra confessou o crime e foi presa em Cosmópolis.





A mãe que matou um bebê de dois meses após dar cocaína a ele, em Cosmópolis (SP), foi filmada rindo no banco da delegacia após ser presa pela Polícia Civil na noite de segunda-feira (5). O médico psiquiatra Geraldo José Ballone explicou o comportamento de Naiara Fernanda Bezerra, de 21 anos, e afirmou que o uso abusivo da droga a fez perder qualquer critério ético, moral e familiar 

O especialista ainda informou ao G1 que a cocaína causou uma alteração progressiva da personalidade da jovem. "Isso deteriora valores e características prévias que a pessoa tinha.  A grosso modo, um dependente químico avançado vai lembrar os traços de um psicopata ou sociopata. Felizmente, esse quadro é reversível após longo período de abstinência", disse Ballone.

De acordo com a polícia, a mulher provocou a morte do menino ao colocar uma porção de cocaína na boca da criança. O bebê foi encontrado caído no chão do banheiro de casa. Ao lado dele foram encontrados 21 pinos da droga. Vizinhos estranharam a movimentação na residência e chamaram a polícia.

O delegado Marco Antonio Pozeti afirmou que a mulher pode ter tido um "surto psicótico" após consumo excessivo de cocaína, o que a teria feito colocar a droga na boca do filho. A jovem é de Santa Bárbara d'Oeste (SP), mas há três meses morava com o marido e o filho no bairro Recanto das Laranjeiras, em Cosmópolis.

'Cuidava bem da criança'
A vendedora Juliana Aparecida dos Santos é amiga da família e disse que Naiara é usuária de drogas e também sofre de depressão. "Ela estava cuidando bem da criança, levava ao pediatra, era carinhosa. Foi um momento de desespero", afirmou. O casal tem outro filho, de um ano e dois meses, que mora com a avó materna.

Homicídio
"O que cabe no caso, por enquanto, é homicídio doloso [quando há intenção de matar] e, talvez, uma qualificadora porque não existe motivo para se matar uma criança", afirmou o delegado. A mãe da criança não tinha passagens policiais.



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