Riqueza Natural

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Trará esperança', diz mãe que obteve na Justiça direito a fertilização in vitro






A obtenção na Justiça do direito a uma fertilização in vitro com embriões selecionados custeada pela rede pública de saúde do Rio Grande do Sul deixou a família da pequena Ana Júlia, de 8 anos, duplamente empolgada. 

Além de ter a chance de curar a menina, portadora de uma grave doença genética, os pais da menina já celebram a futura chegada de mais um herdeiro.

"Vai ser uma alegria para a casa, vai animar. Vai trazer esperança para nós. Vai contagiar todo mundo, porque nós adoramos criança", festeja a dona de casa Tassiane Donin, mãe de Ana.

A família mora em Vista Alegre do Prata, na Serra gaúcha. A menina precisa de uma doação de medula que não é convencional e, por isso, existe a necessidade de gerar um irmão compatível. Assim, ela realizará dois desejos em um.

"E ela sempre pediu, sempre dizia para nós que queria ter um maninho ou uma maninha. Vai dar tudo certo. Estou bem confiante e acredito que Deus está do nosso lado", conta a mãe.
Conforme a decisão divulgada pelo Tribunal de Justiça (TJ-RS), o Estado do Rio Grande do Sul e o município têm 15 dias a partir notificação judicial para realizar o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou hospital conveniado, sob pena de ter o valor bloqueado. 

O custo do procedimento é de R$ 33,5 mil.
Ana sofre de Beta Talassemia Major, doença rara que provoca uma anemia grave a partir de uma mutação genética. 

A enfermidade causa problemas na produção de hemoglobina, proteína do sangue responsável pelo transporte do oxigênio para todas as células, tecidos e órgãos do corpo, e pode matar em até três anos os pacientes que ficam sem cuidados.

Em casos como o da menina, a expectativa de vida pode ser elevada até os 10 anos, mas transfusões de sangue devem ser feitas a cada 15 dias. 

O processo é doloroso, conforme o relato da própria menina. "Tenho que ficar levar ficando picadas. De vem em quando não dá certo, aí na outra elas mexem a agulha dentro e eu começo a chorar", conta Ana Júlia.

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