Riqueza Natural

sábado, 7 de março de 2015

Andreas von Richthofen questiona promotor e chama Suzane de assassina




  • Dentro do presídio, Suzane concede entrevista ao apresentador Gugu
Depois de mais de doze anos, o químico Andreas von Richthofen, filho de Manfred e Marísia von Richthofen --assassinados em 2002 com a ajuda da própria filha, Suzane--, manifestou-se publicamente em uma rápida declaração à "Rádio Estadão".
Ele entregou uma carta ao repórter Sérgio Quintella em que questiona o promotor de Justiça Nadir de Campos Júnior, do Ministério Público de São Paulo, pelas afirmações de que Manfred usou contas na Suíça para depositar dinheiro público desviado.
"A carta não é contra ninguém. É simplesmente endereçada ao promotor Nadir de Campos Júnior, que vem se referindo constantemente à minha família, e não tenho certeza se tudo o que ele diz é verdade. Por isso, eu questiono ele", afirmou Andreas, 27, à emissora na única declaração que aceitou gravar.
Na carta entregue ao repórter e publicada no portal do "Estadão", o rapaz elogiou o trabalho do promotor na investigação do assassinato do casal von Richthofen, mas cobrou esclarecimentos a respeito das acusações de corrupção.
(...) O sr. faz diversos apontamentos referindo a um suposto esquema de corrupção, do qual meu pai, Manfred Albert von Richthofen, teria participado e cujos resultados seriam contas no exterior em enormes montantes. Gostaria que o sr. esclarecesse essa situação: se há contas no exterior, que o sr. apresente as provas, mostre quais são e aonde estão, pois eu também quero saber e entendo que sua posição e prestígio o capacitam plenamente para tal", escreveu Andreas.
"(...) se isso não passar de boatos maliciosos e não se existirem provas, que o sr. se retrate e se cale a respeito, para não permitir que a baixeza e crueldade deste crime manche erroneamente a reputação de pessoas que nem estão aqui para se defender, meus pais Manfred Albert e Marísia von Richthofen", finalizou o químico.
O suposto dinheiro depositado na Suíça seria produto de recursos desviados da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), empresa vinculada ao governo estadual da qual Manfred era funcionário. Os desvios teriam sido feitos durante a execução do trecho oeste do Rodoanel de São Paulo. Suzane seria a beneficiária das contas no exterior.

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