Riqueza Natural

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Luciana Picorelli ex-rainha de bateria revela: 'Vivia em depressão




Há três anos, quando chegava esta época de pré-carnaval -, Luciana Picorelli, 30 anos, uma das cabrochas que despontavam com a folia, estava no seu auge:  tinha a casa cheia de amigos, que acompanhavam a então rainha de bateria da "Inocentes de Belford Roxo", e a certeza de que quando passasse no Setor 1, o mais popular do Sambódromo, todos reconheceriam o seu talento. Mas, como diz a letra do samba, era para tudo se acabar na Quarta-feira de Cinzas.


Não sinto saudade nenhuma daquela loucura. Eu me dedicava de corpo e alma aocarnaval, fazia tudo para aparecer, mas quando passava no Setor 1 percebia que era só mais uma na multidão, que era só mais uma modelo. Aliás, as pessoas nem sabiam que eu era atriz. Minha casa vivia cheia de gente, mas essas pessoas não estavam atrás da Luciana, estavam atrás da rainha de bateria, que levava todo mundo para os ensaios, que pagava tudo para todos. E para quê? Para tudo acabar na Quarta-feira de Cinzas. Aí eu ficava sozinha e entrava em depressão. Vivia em depressão e comecei a engordar", lembra ela, que colocou um ponto final na vida carnavalesca depois dos dias de folia em 2012, quando reinou pela última vez à frente dos ritmistas da Inocentes de Belford Roxo, agremiação do grupo A do Rio de Janeiro.

Fantasia de R$ 40 mil, mas casa de aluguel
Apesar de relembrar momentos de ostentação com o dinheiro, Luciana revela que a grana não sobrava, e que este tipo de comportamento era mais uma das loucuras que fazia para se sentir "querida" no carnaval. "Gastava muito dinheiro. Pagava R$ 30, 40 mil em fantasia e vivia de aluguel. Pagava dois assessores de imprensa e paparazzi para soltar notinhas minhas na imprensa, mas minha mãe não tinha um plano de saúde. A ficha foi caindo, sabe? Precisava sair daquela loucura", conta ela, que, conforme as dificuldades aumentavam, ficava ainda mais deprimida.


                                                       Ela com o marido O empurrão final para largar tudo veio quando a atual repórter do programa "Balanço geral" conheceu seu atual marido, o policial Allan Bretas. "Ele sempre odiou carnaval. Trabalhou na Avenida e via muita coisa errada rolando por lá. Odiava. Daí, a medida que a gente foi namorando e depois casou, ele nunca iria aceitar que eu convivesse nesse meio", diz ela, que já está casada há três anos e realizou parte do seu sonho dourado. "Hoje tenho um marido, dois cachorros e só falta um filho", conta, ressaltando que o herdeiro ainda vai demorar a chegar.


Luciana, que andou tendo problemas com a balança, diz também que esse tipo de preocupação ficou no passado. Ela conta que hoje faz muay thai, mas não tem a obsessão com o corpo de antes. "Estou bem, não estou gorda e sou reconhecida pelo meu trabalho. Hoje, passo na rua e as pessoas me chamam de Luciana, sabem meu nome. Antes, meu público era só o masculino. Aí tinha que estar sempre gostosona. Não estou na minha melhor fase de corpo, mas tenho trabalho e a oportunidade de mostrar quem eu sou de verdade. Sou muito grata ao Wagner Montes, que me deu esta chance", diz ela, que, recentemente, virou evangélica.
Perguntada mais uma vez se não sente mesmo falta do carnaval e da alegria da Avenida, ela completa: "Até recebi um convite para desfilar. Mas, mais uma vez, me pediram dinheiro. Se eu voltar a desfilar algum dia, seria para ser como a Susana Vieira, que já tem o nome dela, o trabalho, e só vai lá por hobby. Por diversão. Para pagar, não".
A repórter e atriz atualmente: corpo em forma, mas sem loucuras (Foto: Divulgação/Divulgação)
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