Riqueza Natural

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Engenheiro é morto em assalto semelhante a irmão há sete anos







“Outro filho assassinado, não!”, gritava Margareth. A dor é a de quem tem a história da família escrita com sangue. A tragédia mais recente em sua vida foi a morte de João Gabriel Macedo , de 29 anos. O engenheiro foi atingido por três tiros no peito pelos bandidos que levaram seu carro na Rua Ribeiro de Almeida, no Barreto, em Niterói, às 10h, desta quinta-feira. Há cerca de sete anos, Margareth passou pelo mesmo drama: seu filho Guilherme foi assassinado em situação semelhante.
A mãe da vítima ficou desesperada ao chegar à rua e encontrar o filho morto. Margareth desmaiou e foi amparada por amigos de João Gabriel.
— Já perdi um filho assim... Meu Gabriel, não! Não acredito em mais nada — dizia ao ser consolada.


A vítima tinha ido ao Barreto entregar material para uma obra no centro kardecista que frequentava há cerca de dez anos. Ele ajudava na reforma trabalhando voluntariamente como o engenheiro responsável. Os tiros deixaram marcas no muro do templo. Muitos amigos foram até o local e choraram ao lado do corpo.
— Ele era um doce de pessoa. Pelo jeito de ser, acho impossível que tenha reagido ao assalto — lamentou uma amiga de João Gabriel, sem querer se identificar.
Uma testemunha disse que viu o carro da vítima saindo em direção à Rua Doutor March. Outra pessoa afirmou ter ouvido os disparos logo após dois homens a pé passarem por ela.

— Eu estava em casa quando ouvi um barulho, depois outro e mais outro. No primeiro, pensei que fosse um pedaço de madeira caindo da obra. Em seguida, achei estranho e saí para checar. Fiquei desesperada ao ver um homem caído na calçada — contou uma moradora.
A Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí investiga o crime como roubo seguido de morte.

Índice de roubo de carros sobe 97%
A sensação de insegurança dos moradores de Niterói piora a cada ano. E com razão. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), os índices que mais aumentaram nos últimos quatro anos são os roubos de veículos e a pedestres: 97% e 40%, respectivamente.
Um morador da Rua Ribeiro de Almeida, onde aconteceu o assassinato, conta que já viu três carros serem levados na mesma noite. Em uma das ocasiões, havia crianças no veículo. Elas foram retiradas às pressas pelos parentes.
— Estamos vulneráveis aqui. Essa rua e a Doutor March têm uma iluminação muito ruim — conta uma moradora, que não quis se identificar.

Em setembro, um bandido morreu depois de um assalto em Várzea das Moças, em Niterói. Assim que pegou o Celta de uma vítima, ele e um comparsa se depararam com uma viatura da Polícia Militar. Houve perseguição e, durante a fuga, a dupla bateu em uma moto, ferindo duas pessoas. Na troca de tiros com os policiais, um dos ladrões foi atingido e morreu no local.

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