Riqueza Natural

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Crimes que Chocaram o Brasil - Parte 2



Depois da primeira postagem sobre crimes que chocaram o Brasil, vamos para a parte 2. Quem nao se lembra do caso do menino Ives Ota?
No mês de agosto do ano de 1997, o menino Ives Ota então com 8 anos, foi sequestrado por três bandidos na cidade de São Paulo. Depois de ser sedado foi assassinado com dois tiros no rosto antes de qualquer contato dos sequestradores com a família. Ele foi morto porque reconheceu um de seus raptores, um policial militar que fazia segurança particular nas lojas de seu pai, o comerciante Massataka Ota. Mesmo após a execução do menino, os sequestradores continuaram negociando o resgate com a família.
A extorsão terminou com a prisão do motoboy Adelino Donizete Esteves, depois que a polícia rastreou uma ligação para os pais de Ives. Ele denunciou como comparsas os então PMs Tarso Dantas e Sérgio Eduardo Pereira. Os três foram condenados a penas entre 43 e 45 anos de prisão.


Entre 1997 e 1998 um maníaco assolou São Paulo e o Brasil, ele ficou conhecido como o maníaco do parque.O motoboy Francisco de Assis Pereira, estuprou e matou pelo menos oito mulheres no Parque do Estado, na divisão de São Paulo e Diadema. Ele seduzia as vítimas com falsas promessas de emprego em uma agência de modelos.
O motoboy foi condenado pelas mortes e ainda pelo estupro de outras nove mulheres, que sobreviveram aos ataques. Somadas, as penas chegam a 270 anos de prisão. A defesa do motoboy alegou que ele sofre de desequilíbrio mental e tentou que ele fosse levado a um manicômio judiciário, mas o pedido não foi aceito.



Em novembro de 1999, o estudante do 6º semestre do curso de Medicina Mateus da Costa Meira, 24 anos, invadiu armado uma sala de cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, e disparou a esmo contra a plateia. Três pessoas morreram e cinco ficaram feridas.
O ex-estudante disse que na época ouvia vozes e se sentia perseguido, se identificando com o personagem do filme Clube da Luta, que era exibido na sala no momento em que cometeu os crimes. Ele foi condenado a 120 anos de reclusão, mas, em 2007, a pena foi revisada e reduzida para 48 anos e nove meses.




Em 12 de junho de 2000, Sandro do Nascimento, sobrevivente da chacina da Candelária, sequestrou um ônibus da Linha 174, no Rio de Janeiro. Ele manteve os passageiros reféns por mais de quatro horas, enquanto toda a negociação era transmitida ao vivo pela televisão. Após a libertação de alguns reféns, Nascimento desceu do coletivo usando a professora Geisa Gonçalves como escudo. Ao tentar atingir o sequestrador, um policial baleou a refém de raspão. Nascimento disparou mais três tiros contra a professora, que morreu no hospital.
Preso, ele foi retirado do local com vida dentro de um camburão, mas chegou morto por asfixia ao hospital. Os policiais apontados como assassinos de Sandro foram absolvidos. O episódio virou o documentário Ônibus 174, de José Padilha e Felipe Lacerda, que ganhou prêmios internacionais.





A jornalista Sandra Gomide, 33 anos, foi morta com dois tiros em um haras em Ibiúna, no interior de São Paulo, em agosto de 2000. O ex-namorado de Sandra, então diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, Antônio Pimenta Neves, confessou o crime, alegando que a colega o traía. Os dois se conheceram em 1997 e tiveram um relacionamento por cerca de três anos. Ele chegou a ficar preso por sete meses enquanto respondia ao processo, mas conseguiu habeas-corpus para aguardar a sentença em liberdade.
Em 2006, Pimenta Neves foi condenado a 19 anos e dois meses de reclusão em regime fechado, mas o juiz de Ibiúna concedeu ao jornalista o direito de recorrer em liberdade. Alegando que a confissão espontânea é atenuante de pena, a defesa conseguiu no Tribunal de Justiça de São Paulo a redução da pena para 18 anos e, depois, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para 15 anos. Os advogados do jornalista continuaram recorrendo até que, em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o último recurso e determinou que a pena fosse imediatamente cumprida. Em seguida, policiais cercaram a casa de Pimenta Neves, na capital paulista, e ele se entregou.




Em janeiro de 2003, o cirurgião plástico Farah Jorge Farah matou e esquartejou a ex-paciente e amante Maria do Carmo Alves após uma discussão em seu consultório, em São Paulo. O médico a esfaqueou no pescoço, ferimento que teria causado sua morte. Farah deixou o local e retornou quatro horas depois, quando esquartejou o corpo da mulher em nove pedaços. Para dificultar a identificação, foram removidas também as digitais dos pés e das mãos, além da pele do peito e do rosto.
Segundo a investigação, o médico ainda limpou seu consultório, colocou as partes do corpo de Maria do Carmo em sacos e os guardou no porta-malas de seu carro. Dois dias depois, a polícia encontrou os pedaços no veículo. Farah confessou o crime, mas afirmou que era perseguido pela vítima e agiu em legítima defesa. Em 2008, o cirurgião foi condenado a 13 anos de prisão, mas ganhou o direito de aguardar todas as possibilidades de recurso em liberdade.





 Em outubro de 2003, o casal Liana Friedenbach, 16 anos, e Felipe Silva Caffé, 19 anos, foi acampar, sem o consentimento dos pais, em um sítio abandonado na Grande São Paulo. Eles foram capturados por um grupo de criminosos que os manteve em cativeiro por vários dias. As famílias não foram contatadas para qualquer tipo de resgate.

Felipe foi o primeiro a ser morto, com um tiro na nuca. Liana foi torturada, estuprada e morta três dias depois. Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como Champinha, na época com 16 anos, foi apontado como idealizador do crime e líder do grupo. A intenção inicial era roubar o casal. Durante a abordagem, Liana teria tentado negociar, dizendo que seu pai tinha bastante dinheiro. O menor então decidiu raptar a adolescente e matar Felipe, mas dias depois percebeu que não poderia levar o sequestro adiante. À polícia, Champinha disse que assassinou Liana porque "deu vontade". Além dele, Paulo César da Silva Marques, o Pernambuco, Antônio Caetano, Antônio Matias e Agnaldo Pires foram condenados pela morte do casal.


 E para finalizar, mais um crime cruel, bárbaro e indescritível.
Em dezembro de 2006, após assaltar um estabelecimento comercial em Bragança Paulista, interior de São Paulo, dois homens colocaram a gerente do local, o marido dela, o filho e uma funcionária em um carro, amarrados, e atearam fogo ao veículo. Eliana Faria da Silva e seu marido, Leandro Donizete de Oliveira, morreram carbonizados no local. O filho do casal, Vinicius Faria de Oliveira, 5 anos, foi resgatado do veículo pela outra vítima, a operadora de caixa Luciana Michele Dorta. Mesmo com 90% do corpo queimado, a criança conseguiu mostrar à polícia o local onde os pais foram mortos. O menino morreu na manhã seguinte.
Luciana, com queimaduras em 80% do corpo, prestou depoimento e reconheceu um suspeito, preso após procurar atendimento médico por queimaduras. No entanto, ela não resistiu e morreu dias depois. O homem delatou um comparsa e os dois foram condenados pelo crime. Joabe Severino Ribeiro e Luis Fernando Pereira pegaram 60 anos de prisão em regime fechado.






Breve a parte 3 dos crimes que chocaram o Brasil, até a próxima.













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