Riqueza Natural

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Polêmica em escola no Amazonas!




    Pessoal antes de mais nada quero deixar claro que a fonte da notícia original não é minha mas o link da fonte está logo abaixo da notícia, pois bem essa reportagem me chamou a atenção pelo simples fato de nos fazer lembrar de que como uma coisa tão pequena pode tomar proporções inimagináveis, como nossas pequenas atitudes, pequenos gestos poder ganhar grandes repercussões, leiam a notícia abaixo e no final vou deixar minha opinião.
Polêmica na escola motivou ida de representantes de Fórum,OAB e MPE
Polêmica na escola motivou ida de representantes de Fórum,OAB e MPE (Odair Leal)
O protesto de um grupo de 13 alunos evangélicos do ensino médio da escola estadual Senador João Bosco Ramos de Lima - na avenida Noel Nutels, Cidade Nova, Zona Norte -, que se recusaram a fazer um trabalho sobre a cultura afro-brasileira – gerou polêmica entre os grupos representativos étnicos culturais do Amazonas.
Os estudantes se negaram a defender o projeto interdisciplinar sobre a ‘Preservação da Identidade Étnico-Cultural brasileira’ por entenderem que o trabalho faz apologia ao “satanismo e ao homossexualismo”, proposta que contraria as crenças deles.
Por conta própria e orientados pelos pastores e pais, eles fizeram um projeto sobre as missões evangélicas na África, o que não foi aceito pela escola. Por conta disso, os alunos acamparam na frente da escola, protestando contra o trabalho sobre cultura afro-brasileira, atitude que foi considerada um ato de intolerância étnica e religiosa. “Eles também se recusaram a ler obras como O Guarany, Macunaíma, Casa Grande Senzala, dizendo que os livros falavam sobre homossexualismo”, disse o professor Raimundo Cardoso.
Para os alunos, a questão deve ser encarada pelo lado religioso. “O que tem de errado no projeto são as outras religiões, principalmente o Candomblé e o Espiritismo, e o homossexualismo, que está nas obras literárias. Nós fizemos um projeto baseado na Bíblia”, alegou uma das alunas.
Intolerância gera debate na escola
A polêmica entre os alunos evangélicos e a escola provocou a ida de representantes do Fórum Especial de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros do Amazonas, da Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Amazonas, e do Ministério Público do Estado.
Para a representante do movimento de entidades de direitos humanos e do Fórum Especial de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros do Amazonas, Rosaly Pinheiro, a problemática ocorrida na escola reflete uma realidade de racismo e intolência à diversidade. “Nós temos dados de que 39% dos gestores e alunos das escolas são homofóbicos. Essa não pode ser encarada como uma oportunidade para se destacar um fato ruim, mas sim uma oportunidade de se discutir, de uma forma mais ampla essas questões com os alunos”,disse.
Para a representante do Ministério Público, Carmem Arruda,a situação também deve ser encarada como uma oportunidade de esclarecer a comunidade.“É uma chance de discutir a diversidade e uma oportunidade de contribuirmos uma conscientização junto não apenas aos alunos, mas sim às famílias que serão terão partes refletidas junto a comunidade”.
Representante do Fórum pela Diversidade da OAB/AM, Carla Santiago, ressaltou que o episódio não era para ser encarado como um ato que fere os direitos de negros, homossexuais, mas sim um momento de conscientizar os alunos sobre a etnodiversidade. A conversa entre os diversos segmentos envolvidos prometia uma nova rodada, mas até o fechamento desta edição estava mantida a posição da escola de cobrar o trabalho original passado aos alunos pelo professor de História.
Minha Opinião: Eu acredito que ouve preconceito de ambos os lados e ao mesmo tempo eu me pergunto, e nosso direito de expressão? Não estamos em um país democrático onde podemos ter nossas crenças, nossos conceitos, e nossos valores? Por outro lado, como exercer essa democracia sem ferir o outro, sem desrespeitar o outro? A verdade que é uma questão difícil de se resolver pois de um lado tem um professor que quer aquele trabalho e não abre mão, por outro lado tem as alunas que não abrem mão do que pensam , do que acreditam pelo menos uma vez para realizar o trabalho e do outro lado estão os que se sentiram ofendidos pela vontade das alunas que são as pessoas ligadas ao camdomblé, gays, lésbicas e simpatizantes chegar à um censo comum está muito difícil e não acredito que vá chegar e assim caminha o Brasil e o mundo com suas diferenças e com suas intolerâncias de lado a lado, e você qual sua opinião? Opine!

Fonte: A Crítica Uol
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2 comentários:

  1. Olá Elizangela e Paulinho. É polêmico mesmo, mas o mundo é feito de diferentes, a começar em casa. Quem nunca deve uma picuinha com algum familiar? Ou desejou matar aquele colega de trabalho ou de colégio. Mas nem por isso, deixamos de comer na mesma mesa, morar na mesma casa, ou frequentar o mesmo local de trabalho ou estudo. Na boa.
    Se o cidadão for protestar para cada situação que fere seus princípios, seus valores e no que acredita, vou logo dizendo, vai precisar de umas dez vidas. Tolerância, viva e deixe viver cada um de acordo com sua consciência. Quem somos nos para jogar pedras nos cachorros?!

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  2. é verdade Buymazon temos que aprender a conviver com as diferenças temos de suportar e sermos suportados também essa que é a grande realidade, abraço!

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